Uma rosa na janela


Não sou a Rosa

 

Os laços amarram as flores

e dos olhares se perdem.

São as asas do tempo que ficaram pelo caminho.

Passarinhos já foram aos ninhos.

A noite desperta perfumes sombrios.

As pétalas são cinzas no chão

o vento espalha a nostalgia

O meu olhar é o teu guia

Solitária a vagar na imensidão

Estive ausente da tua morada.

Longe estão os seus passos que partiram, nem cicatrizes deixaram.

Fiz um relicário com os espinhos recolhidos.

Apenas um leve reflexo do teu caminhar ainda resta

Algumas sementes se espalharam

Mas não tenho raízes

Bebo a água da vida,

Voo pelas montanhas

Aflora esse sentimento de alma partida

mas algumas fibras resistem a ação do tempo

são as escolhas feitas por cada um

apenas dos vínculos faço melodia

Não sou apenas reação

Senda da vida

Desvio da morte

meu coração ainda é forte

e valso pelas ruas infinitas

Exalo o teu perfume preferido.

Mas não sou eu a rosa.

 



Escrito por Miriam Goes às 09h36
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