Uma rosa na janela


A mobilização é importante e a maioria do povo apoia essa iniciativa , mas condena qualquer ato de vandalismo. Mas precisamos é mudar os conceitos, ser mais observador. Eu não consigo andar por Jaboticabal sem olhar para os lados, vendo mato alto, lixo jogado aos montes nos rios, lago, calçadas ,  asfalto comprometido, desrespeito no transito,  uso abusivo de álcool e drogas,  som extremamente alto sem a menor preocupação se há pessoas doentes, idosos, crianças nas ruas, nas casas. Ser cidadão não é pintar o rosto e levantar a faixa, é um comprometimento com a verdade, com voto honesto, com consumo sustentável, com mais presença nos problemas  da sua cidade. Quantos de vocês conhecem de perto todos os vereadores da nossa cidade? Quantos conhecem os secretários? Quantos de vocês acompanham o trabalho do Chefe do Executivo? Vocês sabem quantas pessoas passam fome? Quantos estão desempregados, ou quantos moram nas Ruas? Quando você vê um morador de rua, você desvia ou se importa, de verdade? Quanto você vai a um Ciaf, fica lá a manhã toda aguardando por atendimento, quando esse atendimento dura alguns minutos( nem todos os profissionais são assim), o que você faz para mudar?

Quando vai a escola e percebe o descontentamento no olhar do professor, o despreparo de alguns deles, o que você faz?

Quando você vai a uma praça e encontra bancos quebrados, pregos a mostra, o que você faz?

Quando você vai ao lago e encontra as lixeiras detonadas , queimadas por vândalos, o que você faz?

Quando precisa de um orelhão ( a maioria nem sabe o que é isso) e ele está destruído, como você reage?

Quando funcionários são humilhados por patrões desonestos, quando tem que se humilhar por migalhas, como você reage?

Quando idosos , pessoas simples são desrespeitadas , pelo preconceito sofrido pelas diferenças...

Quando você se rende a uma lavagem cerebral do consumismo , da vaidade a qualquer preço, das falsas promessas e milagres, do falso moralismo, você para para refletir?

Sair às ruas a todo instante.

A mudança tem que ser na essência do cidadão, no conjunto da obra. Nos deixamos levar por essa conduta conservadora e somos convencidos facilmente das coisas, aceitamos o que esteve errado até hoje, sem nenhuma reação. Se restarem algumas fuirmiguinhas, eu serei uma delas !!




Escrito por Miriam Goes às 13h16
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ESPELHO

 

Reflete o que resta de mim, respiração lenta ou o incessante reflexo da bondade.

O que ficou alimenta a maldade, o sangue.

Os olhos rápidos atormentam e os monstros fantasiam. Coração pulsa forte, descompassado.

Uma luz intensa comunga com a  obra inacabada.

O vento frio sopra infinito, a escuridão da noite me guarda. Velas acesas dentro das latas, um pequeno sopro . Sinos tocam e anunciam a chegada. As folhas úmidas no chão à espera do sol. Os santos voltam à terra.

 Abre lentamente os olhos, com as mãos busca um pequeno espelho mas não se reconhece mais. Ele se levanta com dificuldade, o corpo ainda está dolorido. Olha ao redor e pede proteção. Os olhos ainda brilham, mas descobre que não fez parte do sonho. Pior do que o frio da noite é a escuridão das pessoas.

 Quando a alma congela, fita o olhar ao horizonte , recolhe as tralhas e as esconde num cantinho do jardim.

Os passarinhos já cantam, o lixeiro varre as ruas, a dona de casa lava a calçada, a porta da padaria já está aberta, carros, biciletas, pessoas a circular. O homem olha uma criança de mãos dadas tentando acompanhar os passos rápidos da mãe, o garotinho olha para ele e os dois trocam um sorriso com os olhos, um sopro de esperança faz aquele dia tão diferente dos outros.

Junta a sacolinha com latinhas e continua a caminhar ..



Escrito por Miriam Goes às 09h40
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Não sou a Rosa

 

Os laços amarram as flores

e dos olhares se perdem.

São as asas do tempo que ficaram pelo caminho.

Passarinhos já foram aos ninhos.

A noite desperta perfumes sombrios.

As pétalas são cinzas no chão

o vento espalha a nostalgia

O meu olhar é o teu guia

Solitária a vagar na imensidão

Estive ausente da tua morada.

Longe estão os seus passos que partiram, nem cicatrizes deixaram.

Fiz um relicário com os espinhos recolhidos.

Apenas um leve reflexo do teu caminhar ainda resta

Algumas sementes se espalharam

Mas não tenho raízes

Bebo a água da vida,

Voo pelas montanhas

Aflora esse sentimento de alma partida

mas algumas fibras resistem a ação do tempo

são as escolhas feitas por cada um

apenas dos vínculos faço melodia

Não sou apenas reação

Senda da vida

Desvio da morte

meu coração ainda é forte

e valso pelas ruas infinitas

Exalo o teu perfume preferido.

Mas não sou eu a rosa.

 



Escrito por Miriam Goes às 09h36
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Desconhecido.

Arrasto-me pelas ruas cegas, sem fim...

fogos ardentes queimam o céu cinzento dessa noite fria .

Insanos, toques nas almas que vagam seus desejos inconstantes.

Um grito pela liberdade, rompem as grades da separação.

O ir e vir da multidão, sem sentido , seus pés se cortam nos cacos jogados pelo caminho.

barulhentos como o latido dos cães, a lua misteriosa.

O uivar dos monstros desconhecidos

Correm loucos os pássaros da noite.

eles anunciam a chegada.

o fim está próximo, os corações  já estão vazios.

O momento já anunciado , mas a incógnita desafia qualquer mente inquieta.

Ele estava lá, puro , parecia intocável...

Atravessou a enorme muralha.

Vem em minha direção .

Sem qualquer controle, corpo imóvel , lágrimas escorriam no meu rosto pálido.

Segurou minhas mãos e sorriu ...



Escrito por Miriam Goes às 11h59
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Noturno.


O barulho no portão, os passos firmes,  a porta aberta.

Cobre meu corpo com seu manto de proteção,sementes de ternura encantam minhas mãos desprotegidas.

Quase um divã, me agarro nos seus versos, roubo as palavas das suas frases infinitas .

Coleciono sonhos, doce sinfonia.

 Lanço as pedras no rio, sigo sua fronteira e me perco no seu olhar.

Sua prosa se cala, em versos e contos, os jardins ganham a luz azul .

Me invade com seus encantos, aquece os corpos frios da saudade.

Festejam os pássaros  entre as árvores, o amor.

Adormecem lentamente.

Exaustos, estrelas compõe a serena nostalgia.

 



Escrito por Miriam Goes às 20h16
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ABRIL.

De braços abertos 
Quantas trilhas para me guiar;
componho meus versos, vida minha vem bailar comigo...
é azul a manhã de outono.
Suas folhas lentamente começam a se desprender, 
leva para longe todas as angústias.
A renovação da alma como começo de cada ano
Friozinho leve, brisa suave 
Sinto o cheiro do bem querer
faço tua a minha composição.
Eu canto com os pássaros .
Sigo meu caminho, 
Tocando lentamente meu corpo.
 essa tal felicidade...



Escrito por Miriam Goes às 09h34
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Tuas lágrimas

 

Chuva doce e serena

Amarga e destrutiva

Leva as cinzas das mãos dos homens.

água cristalina

purifica os solos adormecidos

assola os caminhos escolhidos

Seus fios prateados encantam o novo dia.

Rudes , castigam a noite desprotegida.

desperta a ira.

As ruas, o caos .

Os morros escorrem tuas lágrimas ...

Caída das nuvens

Molha o rosto da menina.



Escrito por Miriam Goes às 18h16
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Partilha.

Eles estão chegando.

O céu já está nublado

Sinais.

Grades malditas no meu coração.

Motim.

Excitação, me resguardo.

Criaturas sombrias.

Apenas uma fresta , pequenas borboletas resistem.

Passeio pelas melodias diversas e ela não responde, lanço sementes ao vento.

Inquietude, fitas negras enfeitam os cabelos.

Gigantes dentro de mim.

Deixa o frescor se aconchegar.

O ar, a paz!

já vai passar.

 



Escrito por Miriam Goes às 17h33
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Deixo o aroma das manhãs entrar .

Sinto o gosto calmo de mais um novo dia, com suas cores e encantos.

O privilégio de abrir a porta, ouvir o canto de pássaros até então desconhecidos, as folhas verdinhas, as flores colorindo o jardim.

O sol já ilumina a morada.

O que me importa o amanhã?

Ah dia lindo !

Cheio de ternura no caminho.

Logo vem a noite, é sexta-feira.

Vou me enfeitar com as margaridas para receber o meu amor ...



Escrito por Miriam Goes às 13h32
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Pão e Vinho

Pão e Vinho

Eles sobrevoam tão baixos ,barulho intimidador, quase lambem o teto.
Choro, gritos de dor, um corpo coberto .
A vida se foi mais uma vez ...
Voz trêmula , talvez pelo alívio; ela veio oferecendo um assento para a noite longa, dias compridos .
Era tão doce!
Vestiam branco, riam alto demais e o eco das gargalhadas me fez lembrar alguns filmes de terror.
Mas alí tudo era passageiro, meu corpo sentia todas as angústias da escuridão.
Corredores que mais pareciam labirintos, todos tinham pressa.
A diferença me chamou muito a atenção, entre o ter e o ser, nas barreiras criadas como proteção.
O choro infantil anunciava a chegada, alegria no olhar e no colorido daquele ambiente, com cheiros tão delicados.
Óleo e água, pão e vinho.
Vida e morte !



Escrito por Miriam Goes às 10h20
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Como em contos, as fadas, seus passos lentos .

Ele estava lá, em algum lugar distante, desconhecido .

Oblíquo..

Ruas sem fim , um mar azul.

Sentimentos ainda confusos, mas eu já sentia o seu perfume .

Oferendas ...

as rosas ainda estão nos jardins.

Brisa suave das manhãs me encantam.

Êxtase .

Sussuro por você e já posso te sentir .

Ternura .

Acalma, aquece, perturba ...

Alento, deslumbrador ..

Querubim!

 



Escrito por Miriam Goes às 19h48
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Esplendor.

Eles viram o seu olhar.

O que seria aquele clarão?

 Sobre o véu da noite azul, estrelas tão presentes em nós.

Vaga a imensidão perdida, fio de seda, folhas voando banidas pelo vento úmido da madrugada.

Os corpos jogados, entrelaçados pelos jornais, cobertura da alma, a sofreguidão.

 No canto um homem solitário ao seu livro agarrado, ombro amigo .

A vitrine, um cão sem dono, o homem estava ali, quase intocável, sentia o aroma marcante do seu perfume.

O amor servia como guia, uma bússola presente em seu coração indicava que devia esperar um tempo mais.

E uma brisa suave tocou o meu rosto envelhecido!

O trem já vem chegando como ponto da partida.



Escrito por Miriam Goes às 14h56
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Escrito por Miriam Goes às 13h47
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Era apenas mais uma manhã, a cabeça estava atordoada, os pensamentos buscando um pouco  de paz.

O meu corpo  ainda sentia  as dores  daquele  momento .

Os dias nublados , mas havia a luz do sol a cruzar o meu caminho.

Com a sonoridade de um canto de pássaro raro, os olhos vibraram diante daquelas palavras.

A escrita sensível, gestos tão  delicados.

Um talvez, nada a esperar...

Mas Havia algo diferente, uma necessidade que eu ainda não entendia.

O alívio ao primeiro sinal.

Ele estava lá, tão presente como as hortênsias nos jardins.

A voz suave me fez vibrar .

Talvez não soubesse da dor que eu  sentia...

Tuas mãos, e o encontro de almas.

Sim, ele estava no meu caminho, sem espera, era real!

Lindo e absoluto.

Veio  e trouxe o amor como presente.



Escrito por Miriam Goes às 13h46
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Escrito por Miriam Goes às 13h46
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